Cupom de camada
Doze retângulos que existem só para serem olhados de perto, de preferência com lupa. Ampliada doze vezes, a superfície vira tecido, e dá para ver na trama se o filamento passou a noite fora do pote de sílica.
O acervo
Locomotiva Labs
Impressão, placa fresada, molde de porcelana, caixa com sensor dentro. Tudo entra com a mesma ficha.
A que der errado fica pendurada do lado das que deram certo.
01
Catálogo
Locomotiva Labs
O desenho de cada cartaz sai da ficha da peça, a começar pelos milímetros reais.
8 de 40 peças
FDM · LB-005120 × 60 × 8 mm
Doze retângulos que existem só para serem olhados de perto, de preferência com lupa. Ampliada doze vezes, a superfície vira tecido, e dá para ver na trama se o filamento passou a noite fora do pote de sílica.
Ver a peça +caixa · LB-04684 × 52 × 26 mm · 130 camadas
Depois que o canto sudoeste levantou 3,4 mm num dia de 9 °C, a gente parou de adivinhar a temperatura da sala. A caixinha fica pregada ao lado da porta, mede a cada cinco minutos e acende vermelho abaixo de 15 °C. Em julho ficou vermelha onze dias seguidos. O sensor ainda lê 0,4 °C a mais que o termômetro de parede, e a gente convive com isso.
Ver a peça +FDM · LB-04962 × 62 × 21 mm · 175 camadas
Trava e destrava com meia volta, e a mola é plástico impresso junto com o resto. Nove versões: as sete primeiras perdiam a força depois de umas cem aberturas. A nona foi a que o Rafa afinou a lâmina da mola para 0,9 mm e passou de 2 400 aberturas antes de amolecer. Ele conta que perdeu a conta em 2 400 porque enjoou.
Ver a peça +porcelana · LB-051128 × 128 × 93 mm
As vinte primeiras racharam na secagem, todas na mesma linha, e a gente levou uma semana para entender que plástico e barro não encolhem no mesmo ritmo. O molde estava certo para o plástico e errado para a porcelana. O segundo saiu 3% maior de propósito. Deste lote ficaram cinco pedaços numa caixa, guardados porque a conta do encolhimento saiu deles.
Ver a peça +FDM · LB-056220 × 220 × 1 mm · 6 camadas
Nove quadrados de teste com a mesa subindo de cinco em cinco graus. A partir de 70 °C o traço fica e não sai nem puxando com força; acima de 85 o algodão amarela. É o experimento que devia ter vindo antes dos quatro metros perdidos, e veio depois.
Ver a peça +FDM · LB-05796 × 96 × 58 mm · 290 camadas
As duas primeiras versões racharam na mão de quem jogou, sempre no canto do botão. A parede tinha 1,2 mm e a força de quem está perdendo é maior do que parece. A terceira subiu para 2,4 mm no canto e aguentou uma noite inteira de teste. Estes dois ficaram, com a racha à vista, porque a Duda queria que ficassem.
Ver a peça +FDM · LB-061300 × 210 × 6 mm · 30 camadas
A primeira matriz saiu em PLA porque era o filamento aberto na máquina. O PLA amolece perto de 60 °C, e a prensa com papel úmido esquenta mais que isso. O relevo afundou na quarta passada e o desenho virou uma mancha. Depois disso toda matriz da casa sai em PETG, que aguenta 80 °C sem reclamar.
Ver a peça +FDM · LB-06360 × 60 × 20 mm · 100 camadas
Quarenta blocos empilháveis em que a folga aumenta de baixo para cima. A torre fica de pé até o bloco 31 e depois cai, sempre entre o 31 e o 34, sem ninguém tocar nela. A Nara queria um jogo em que o fim não depende de quem joga. Ela caiu 18 vezes na noite do teste e a contagem está anotada atrás do bloco 1.
Ver a peça +03
Falhas
Locomotiva Labs
A coleção fica em outra sala, com a causa provável anotada em cada ficha.
Impressão que sai torta também ganha ficha.
Cada uma entra no acervo com a ficha inteira e uma legenda dizendo quantas tentativas foram até sair, ou até a gente desistir dela.
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